Entremos, apressados, friorentos, numa gruta, no bojo de um navio, num presépio, num prédio, num presídio no prédio que amanhã for demolido... Entremos, inseguros, mas entremos. Entremos e depressa, em qualquer sítio, porque esta noite chama-se Dezembro, porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos, duzentos mil, doze milhões de nada. Procuremos o rastro de uma casa, a cave, a gruta, o sulco de uma nave... Entremos, despojados, mas entremos. De mãos dadas talvez o fogo nasça, talvez seja Natal e não Dezembro, talvez universal a consoada.
• Colho flores todo dia Flores da amizade Cada flor é plantada No meu jardim Do coração Todas elas são diferentes Cada uma com sua raiz Umas são mais presentes Outras mais ausentes Uma me dá Bom dia! Outra Boa noite! Uma mora perto de mim E outra muito além... Carregam níveis de amizade Diferentes entre si... Na formação das pétalas E no desabrochar Umas ficam abertas Eternamente E outras morrem Secando à raiz Mas todas eu rego Plenamente... E cultivo com a poção do amor E vou assim, adicionando E colhendo com alegria Às minhas Flores - Amigas E jogando mais sementes Para germinar no meu jardim!... • (Autor desconhecido)
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